im falling

artfilmfan:

The Booksellers (D.W. Young, 2019)


eu não posso negar o seu efeito em mim. não deitei nenhuma vez naquele colchão na sala desde a última vez que deitei ali com você. consegui me sentar na poltrona do meu quarto recentemente, era onde você esperava eu me arrumar pra sairmos ou me via trocar de roupa. acho que não teve uma vez sequer que eu escutei alguma moto passando por perto da minha casa e você não apareceu na minha cabeça. sinceramente não sei o que me faz achar toda vez que você viria até aqui atrás de qualquer reconciliação. no fundo, eu ainda te espero. mas será que eu sinto falta de você? falta de me sentir sendo vista com um olhar de nojo e repulsa? de te procurar e receber um grande nada? na verdade, nos nossos últimos dias, eu tinha pavor quando ficávamos a sós. eu tinha certeza que você não me percebia e não me olhava com carinho. eu me sentia sempre invisivel. quando eu me sentia visível, era sempre pra me sentir insuportável. e pior é que, eu te disse isso várias vezes mas você simplesmente disse “ué, você é isso mesmo”, “não pergunte se não aguenta a resposta” e por aí vai. acho que eu queria que você pelo menos reconhecesse que você foi um escroto comigo. eu queria que todo mundo que te vê como alguém de bom coração, te visse de verdade, inclusive você mesmo. eu queria que você reconhecesse que você errou e que sim você foi um babaca. isso era o mínimo que eu queria. nem sei porquê, ultimamente não to sabendo o motivo de nada. nem quando eu terminei com você eu tive alguma importância, você só disse “tá bom, tchau” e disse pra eu não te procurar e te bloquear. eu provavelmente não vou saber se algum dia você reconhecer tudo isso e o quanto você escolheu me machucar, posso morrer sem saber. e é por isso que estou aqui escrevendo.


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você não merece sequer cada letra que estou digitando nesse momento. ter falado com você, de novo, me deu a reafirmação de que você só me traz sofrimento. como sempre, eu tomo as iniciativas e recebo o mínimo do mínimo. me doei tanto todas as vezes, a todo momento. estou condenada a ser assombrada pelas nossas boas lembranças, é como se eu estivesse doente, infectada por você. eu não consigo comer, dormir, ler, você está sempre aqui, na minha cabeça, me trazendo saudade. uma saudade que você não merece. não merece porque me fez me sentir tão despedaçada e insuficiente. eu duvido que eu te fiz se sentir do jeito que você me fez me sentir. eu duvido que em algum momento do nosso relacionamento você se sentiu nojento, insuportável, chato e desimportante. tantas outras pessoas me destruíram… e todas elas sequer participam da minha vida agora. ficaram no passado. você vai se juntar a elas daqui um tempo. você só me traz sofrimento. dor. e anula completamente minha autoestima. como todas as outras pessoas que já me machucaram. no início, eu jurava de olhos fechados que você seria diferente, que você se importava, se esforçava pra me fazer bem. e isso era verdade, no começo. eu conseguia retirar todo o peso do meu dia ruim só de lembrar de você, falar com você, ouvir a sua voz. você era um remédio tão eficaz. mas de repente virou essa doença. essa infecção que me traz muita dor e me destrói por dentro. faz pensar de mim coisas horríveis. não só me infectou como infectou minha vontade de viver. o suicidio permeia meus pensamentos todos os dias, acompanhado por você. você me fez me odiar a ponto de querer me matar. a ponto de eu mesma me privar de aproveitar coisas boas. de me jogar em coisas boas. de me sentir LIVRE. simplesmente por eu me achar invisível e que nada disso valeria a pena. eu tenho rezado pra ter o melhor pra mim todos os dias. e, uma coisa que eu aprendi com você foi que, tudo é temporário. como sua versão medicamentosa. durou um certo tempo e se transformou na versão enferma. tudo é temporário. você me fez sentir isso na pele. e que bom. já que tudo é temporário, uma hora ou outra, eu vou me curar de você, vou encontrar em mim o meu remédio. com o tempo. tempo. o tempo vai me ajudar.


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neckkiss:

The only living boy in New York (2017)


neckkiss:

I hate thinking